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Sem citar nomes, Bolsonaro ameaça demitir ‘estrelas’; veja vídeo!

6 de abril de 2020 at 06:45

FOLHAPRESS

Fala veio em meio ao fogo cruzado entre o Palácio do Planalto e o Ministério da Saúde

 Fala veio em meio ao fogo cruzado entre o Palácio do Planalto e o Ministério da Saúde | Reprodução/Facebook

Sem citar nomes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste domingo (5) que integrantes de seu governo “viraram estrelas” e que a hora deles vai chegar. Em uma ameaça velada de demiti-los, disse não ter “medo de usar a caneta”.

“[De] algumas pessoas do meu governo, algo subiu à cabeça deles. Estão se achando demais. Eram pessoas normais, mas, de repente, viraram estrelas, falam pelos cotovelos, tem provocações. A hora D não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles, porque a minha caneta funciona”, afirmou Bolsonaro a um grupo de cerca de 20 religiosos que se aglomerou diante do Palácio da Alvorada.

“Não tenho medo de usar a caneta, nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil. Não é para o meu bem. Nada pessoal meu”, disse o presidente.

VEJA O VÍDEO!

Bolsonaro não falou com os jornalistas nem permitiu que a imprensa se aproximasse do local onde conversou com os religiosos. No entanto, parte da conversa foi transmitida pelo próprio governo em suas redes sociais. Outros trechos da fala de Bolsonaro foram gravados por apoiadores.

Nos últimos dias, Bolsonaro vem se estranhando com seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e chegou a afirmar que falta humildade ao seu auxiliar e que ele extrapolou.

O presidente tem divergido, entre outras coisas, das medidas de isolamento social defendidas por Mandetta para combater a pandemia do coronavírus. Bolsonaro adotou um discurso contrário ao fechamento de comércio nos estados, enquanto Mandetta defende que as pessoas fiquem em casa.

Logo após essa declaração, dada na quinta-feira (2), o ministro reagiu e disse: “Não comento o que o presidente da República fala. Ele tem mandato popular, e quem tem mandato popular fala, e quem não tem, como eu, trabalha”.

Nos bastidores, Mandetta tem dito a aliados que não pretende pedir demissão e só sairá do cargo por decisão de Bolsonaro. Procurado pela reportagem para se manifestar sobre as declarações do presidente neste domingo, o ministro não respondeu.

Além de Mandetta, outros ministros têm discordado de Bolsonaro nessa crise. Conforme a Folha de S.Paulo mostrou, Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) se uniram nos bastidores no apoio ao colega da Saúde e na defesa da manutenção das medidas de distanciamento social e isolamento da população.

O trio formou uma espécie de bloco antagônico. Com o apoio de setores militares, criou-se um movimento oposto ao comportamento do presidente.

Segundo pesquisa Datafolha realizada na semana passada, a aprovação da condução da crise do coronavírus pelo Ministério da Saúde disparou e já é mais do que o dobro da registrada por Bolsonaro. Governadores e prefeitos também têm avaliação superior à do presidente.

Na rodada anterior, feita de 18 a 20 de março, a pasta conduzida por Mandetta tinha uma aprovação de 55%. Agora, o número saltou para 76%, enquanto a reprovação caiu de 12% para 5%. Foi de 31% para 18% o número daqueles que veem um trabalho regular da Saúde.

Já o presidente viu sua reprovação na emergência sanitária subir de 33% para 39%, crescimento no limite da margem de erro. A aprovação segue estável (33% ante 35%), assim como a avaliação regular (26% para 25%).”

A relação entre o ministro e Bolsonaro vem numa escalada de tensão e subiu no final de março, quando o presidente resolveu dar um passeio pela periferia de Brasília, contrariando todas as orientações do Ministério da Saúde. O giro de Bolsonaro ocorreu um dia após Mandetta ter reforçado a importância do distanciamento social à população nesta etapa da epidemia do coronavírus.

Neste domingo, Bolsonaro, que já demitiu quatro ministros ministros (Gustavo Bebianno, Ricardo Vélez, Santos Cruz e Osmar Terra) e deslocou outros três (Floriano Peixoto, Gustavo Canuto e Onyx Lorenzoni) desde que assumiu o poder, em 2019, disse ter errado na escolha de alguns deles.

“Escolhi, critério técnico, errei alguns, alguns já foram embora. Estamos vivendo agora um novo momento. Uma crise, chegou no mundo todo, não deixou o Brasil de fora. O outro problema que vivemos é a questão do desemprego”, disse Bolsonaro.

Desrespeitando as recomendações das autoridades sanitárias, ele e seu ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) fizeram uma aglomeração com evangélicos que jejuaram durante todo o dia diante da Alvorada.

O presidente, que convocou o jejum como forma de combater o coronavírus, recebeu aliados, entre eles o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF). De acordo com o ex-deputado, Bolsonaro estava de jejum desde a 0h de domingo e havia tomado apenas uma xícara de café. “Só o cafezinho. Não vi ele comer nada”, disse.

Segundo Fraga, o presidente relatou sua preocupação com a situação econômica. “Claro que ele está preocupado demais com a situação do país, dizendo que a economia já foi para o beleléu”, afirmou.

Apesar disso, o ex-deputado disse que Bolsonaro não vai editar nenhuma medida para reabrir o comércio, como chegou a anunciar que cogitava. “Não vai fazer decreto. Ele tem consciência de que se fizer um decreto, o Congresso derruba”, disse Fraga.

Embora tenha apertado a mão e abraçado um pastor, Bolsonaro não atendeu a pedidos de posar abraçado com fiéis. “Eu vou ser esculhambado pela imprensa”, disse a uma mulher.

Bolsonaro e os apoiadores oraram, e o presidente chegou a se ajoelhar no chão com eles. Ao falar das consequências econômicas oriundas do coronavírus, afirmou que o Brasil tem um povo “até pacífico demais”.

“Nenhum país no mundo tem o que a gente tem, em especial o povo, até pacífico demais até muitas vezes. Mas a gente tem que pregar isso, uma mensagem de paz e não de terrorismo, histeria, como foi pregado junto ao povo brasileiro”, disse o presidente.

Em mais um ataque a governadores, com quem vem travando uma disputa política em torno das medidas restritivas, ele disse, sem citar nomes, que os chefes dos estados agem por motivações políticas.

“Cada chefe do Executivo querendo dizer que determinou mais medidas restritivas do que o outro, como se estivesse preocupado com a vida de alguém. Alguns se renderam às decisões desses governantes e acabaram cumprindo. Já tem gente que está voltando atrás, tem chefe que está voltando atrás”, afirmou Bolsonaro.

Ainda neste final de semana, a AGU (Advocacia-Geral da União) afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o governo Bolsonaro tem seguido todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde no combate à pandemia, incluindo medidas de isolamento social.

Apesar das recorrentes críticas de Bolsonaro ao isolamento, a AGU disse que as medidas adotadas até aqui visam justamente manter as pessoas em casa, a exemplo do auxílio emergencial a trabalhadores informais.

A manifestação foi feita na ação em que o ministro Alexandre de Moraes deu 48 horas para Bolsonaro prestar esclarecimentos sobre o pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para que a corte obrigue Bolsonaro a seguir as recomendações da OMS.

Sem citar o Ministério da Saúde, o advogado-geral da União, ministro André Mendonça, que assina a peça, afirma que todas as pastas da Esplanada têm atuado de maneira coordenada, “observadas as competências de cada uma delas”.

Após encontro, Fraga diz que Bolsonaro está preocupado com economia, mas ‘sabe’ que Congresso pode derrubar medida contra isolamento

5 de abril de 2020 at 13:18
TOPO

Por Andréia Sadi

Cobre os bastidores de Brasília para o Jornal Hoje (TV Globo) e na GloboNews. Apresenta o Em Foco (GloboNews) e integra o Papo de Política (G1)

Fraga disse que nada foi falado sobre substituir o ministro da Saúde, ‘até porque Bolsonaro sabe da minha amizade com Mandetta’.

Alberto Fraga, DEM, em entrevista ao G1 — Foto: Reprodução

Alberto Fraga, DEM, em entrevista ao G1 — Foto: Reprodução

O ex-deputado federal Alberto Fraga, que se reuniu com Jair Bolsonaro nesta manhã, no Palácio da Alvorada, disse ao blog que o presidente está “muito preocupado” com a economia durante a pandemia do coronavírus, mas sabe que, se tomar alguma decisão contra o isolamento social, que não tenha respaldo técnico, o Congresso pode derrubar a medida.

“A gente falou sobre o país, o presidente está muito preocupado com a economia, disse que vai para o saco, e mostrou manchetes dos jornais confirmando isso. Muito preocupante”.

O blog perguntou se o presidente falou algo a respeito do fim ou da flexibilização do isolamento, medida orientada pela OMS e pelo próprio Ministério da Saúde. Fraga disse que o presidente “mantém sua posição”, mas sabe que, se tomar alguma medida contra o fim do isolamento, o Congresso pode derrubá-la.

“Ele mantém sua posição. Mas sabe que, se tomar alguma medida (decreto, por exemplo), o Congresso pode derrubar”.

Nos últimos dias, o Planalto passou a avaliar uma saída intermediária: flexibilizar o isolamento para cidades médias e pequenas com baixo índice de casos de coronavirus.

O blog procurou neste sábado o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre o tema. Perguntado se o Ministério da Saúde concordava tecnicamente e se estabeleceria os critérios para a saída intermediária, Mandetta respondeu: “Não recebi nada . Mas trabalhamos com modelos que incluem estas opções. Já disse isso . Graus diferentes para situações diferentes”.

No Congresso, lideranças ouvidas pelo blog avaliam que a saída intermediária- se houver respaldo técnico, pode ser viável.

Situação de Mandetta

Sobre a situação de Mandetta, o blog perguntou a Fraga – que é amigo há décadas do presidente- se ele ouviu hoje de Bolsonaro disposição do presidente de trocar o ministro da Saúde. Fraga disse que nada foi dito sobre isso, “até porque Bolsonaro sabe da minha amizade com Mandetta”.

Na semana passada, o presidente pediu humildade ao ministro da Saúde e disse que eles estavam se bicando. Mandetta, na sexta-feira, disse ao blog que não pediria demissão e que o seu foco era na doença.

Para o ministro, cabe ao presidente demiti-lo. Nos bastidores, na avaliação de palacianos, o ex-ministro Osmar Terra e o presidente da Anvisa, Antonio Barra, se movimentam pela vaga de Mandetta.

Ministro da Educação usa Cebolinha para conspirar contra China

5 de abril de 2020 at 07:12

FOLHA DE S.PAULO

Weintraub fez a mesma linha do filho do presidente

 Weintraub fez a mesma linha do filho do presidente | Reprodução

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, resolveu alimentar teorias conspiratórias, assim como o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro,, para acusar a China de se beneficiar com a pandemia de Covid-19.

Abraham utilizou neste sábado (04) uma edição do gibi da Turma da Mônica que se passa na China para fala mal dos chineses, principal parceiro comercial do Brasil.

Em uma publicação nas redes sociais, ele fez chacota com o modo de falar português dos chineses, trocando o R pelo L, do mesmo modo como faz o personagem Cebolinha.

O ministro insinuou ainda que a China saiu “fortalecida” da crise do novo coronavírus, obtendo benefícios da pandemia como parte de um “plano infalível” para dominar o mundo.

Veja a publicação e uma seleção de comentários:

Geopolíticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos? pic.twitter.com/qnTnoYT7JP— Abraham Weintraub (@AbrahamWeint) April 4, 2020

Ricardo (de )@ricardoagalvaoRespondendo a @AbrahamWeint

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18313:15 – 4 de abr de 2020Informações e privacidade no Twitter AdsVeja outros Tweets de Ricardo (de )

Geraldo de Fraga@geraldodefragaRespondendo a @AbrahamWeint

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12113:31 – 4 de abr de 2020Informações e privacidade no Twitter AdsVeja outros Tweets de Geraldo de Fraga

Ana@ana_star81Respondendo a @AbrahamWeint

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4509:40 – 4 de abr de 2020Informações e privacidade no Twitter AdsVeja outros Tweets de Ana

Barulho estranho no céu deixa população intrigada. Você sabe o que é?

4 de abril de 2020 at 15:21

Com informações do O Tempo

Reprodução/Mariela Guimarães Ouça esta reportagem 

As redes sociais ficaram movimentadas, na última sexta-feira (3), após internautas relatarem ter escutado um estranho barulho no céu. Muitos afirmaram que o som lembrava uma turbina de avião. 

“Às 14h15, escutei um estrondo semelhante ao de um jato cruzando o céu ou ao de uma turbina de avião. Escutei duas vezes, e não tinha nada no céu, não vi nenhum avião, apesar de estar nublado”, declarou o empresário Paulo Bressane, de Minas Gerais. “Comentei com um amigo que mora em outro local, e ele disse ter ouvido também”, acrescenta.

O assunto se tornou um dos mais comentados no Instagram e no Twitter. “Gente, eu tô escutando esse barulho no céu toda hora, e não para, eu juro. Na hora que minha amiga me mandou a mensagem, eu não acreditei. Quando fui para a janela, escutei e fiquei toda arrepiada”, afirmou uma seguidora. 

A repercussão foi tão grande, que a hashtag “Barulho no Céu” ficou entre os assuntos mais comentados no Twitter. Apesar dos relatos, as autoridades informaram que não houve confirmação de nenhum evento raro nos últimos dias. 

De acordo com o astrônomo e professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bernardo Riedel, os chamados “aerolitos”, que são pequenos asteroides que caem constantemente na Terra. O especialista explica que, ao penetrar na atmosfera e deslocar-se no ar, eles podem causar ruídos, mas seria possível de ser ouvido. “E, se fosse um asteroide, você até poderia escutar o barulho, mas ele não ficaria se repetindo”, afirma.

“Digo que as pessoas podem ficar tranquilas. Não temos conhecimento de nenhum evento nem da possível ocorrência de nenhum fenômeno astronômico ou meteorológico que possa vir a acontecer. Isso não é nada perigoso ou preocupante”, conclui o especialista.


Enfermeiro mata namorada médica por lhe passar coronavírus

2 de abril de 2020 at 15:25

Com informações do Metrópoles

Reprodução/Facebook

Uma médica italiana, identificada como Lorena Quaranta, de 27 anos, foi brutalmente assassinada pelo próprio namorado, o enfermeiro Antonio De Pase, de 28 anos, após ser acusada de transmitir a Covid-19 ao parceiro. Os dois trabalhavam em um hospital voltado para o tratamento de pessoas com coronavírus, na Itália. 

O suspeito confessou o crime e afirmou que matou a jovem após a mesma ter supostamente o contaminado com o vírus. Ele foi preso na última terça-feira (31). 

Após cometer o crime, ele ligou para a delegacia de Messina e relatou a morte da médica. Em seguida, o enfermeiro tentou suicídio, mas a equipe policial chegou a tempo de impedir a ação do suspeito. 

Covid-19: Itália tem menor número de mortos em 6 dias

As autoridades locais estão investigando a motivação do crime, já que os testes realizados nele e na namorada não deram positivo para a doença. 

Receio de abrir brecha para impeachment motivou resistência a projeto do auxílio de R$ 600

2 de abril de 2020 at 07:49
TOPO

Por Cristiana Lôbo

Jornalista, acompanha de perto os bastidores do governo e a política brasileira. Comentarista do ‘Jornal das Dez’, da GloboNews

A resistência de técnicos da área econômica em concordar com os termos do projeto de lei que destina R$ 600 aos trabalhadores informais – por temor de infração à legislação – desencadeou preocupação também entre os conselheiros políticos do presidente Jair Bolsonaro.

A preocupação é a de que o gasto sem receita específica – com o objetivo de compensar a perda de renda dos trabalhadores durante a crise do coronavírus – possa, em algum momento, ser entendido como uma “pedalada fiscal“, motivo que serviu de base do impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

O temor da equipe de Bolsonaro é abrir uma brecha para eventual discussão de impeachment. Essa foi a razão da demora do presidente em sancionar o projeto aprovado pelo Congresso e editar uma medida provisória sobre o mesmo assunto.

“Hoje, todo mundo vê a situação de calamidade. Mas, daqui a quatro anos, um outro governo instalado poderá perseguir os técnicos que assinaram a justificativa da medida provisória”, explicou uma fonte da área econômica.

O primeiro e mais importante passo, na avaliação do próprio governo, foi dado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, que autorizou a flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal para permitir ao governo levar adiante as ações de combate ao coronavírus.

O parecer do ministro tranquilizou a área jurídica do Planalto e também a da Fazenda porque deu a eles a garantia de que não estariam infringindo a legislação.

Mas os técnicos da área econômica ainda resistiam, observando que a chamada “regra de ouro”, que veda o financiamento de gasto corrente com aumento de dívida, está prevista na Constituição. Então, só outra emenda constitucional poderia alterar o princípio.

Diante do impasse, os técnicos da Fazenda que também auxiliam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na elaboração da emenda constitucional que trata do chamado “orçamento de guerra” viram ali a solução para dar mais segurança a eles.

Helder esclarece primeira morte por Covid-19 no Pará e fala sobre reabertura de shoppings

2 de abril de 2020 at 05:54

ulyanne Forte

DOL

Reprodução/Twitter


Durante uma coletiva ao vivo, nesta quarta-feira (1º), o governador do Pará, Helder Barbalho, esclareceu questões sobre a primeira morte pelo novo coronavírus no estado. A vítima é uma idosa de 87 anos, que morreu na Vila Alter do Chão, em Santarém, oeste paraense.

• Pará tem a primeira morte por Covid-19

Segundo Helder, familiares da vítima disseram que ela não morreu por coronavírus, o que veio a confundir algumas pessoas. Porém, durante o ao vivo, o governador mostrou o laudo que constata a morte da idosa por insuficiência respiratória e bronquite pulmonar, além do resultado do teste que diagnosticou que a vítima estava com Covid-19.

O exame foi feito em um laboratório particular de Belo Horizonte (MG) e o resultado só foi comunicado à Secretaria Municipal de Saúde de Santarém após o óbito da idosa, que ocorreu no dia 19 de março. Apenas no dia 25 de março, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) foi informada, conduziu inquérito epidemiológico e validou o óbito pelo novo coronavírus.

Helder esclareceu que a identidade dos pacientes diagnosticados com Covid-19 no estado foram e continuam sendo preservadas, e que o nome da idosa foi divulgado por familiares. Além disso, o governador diz ainda que se sentiu obrigado a mostrar documentos para desmentir boatos e manter a transparência do governo do estado. “Eu sempre vou agir com transparência, seja para dar uma boa notícia, seja para dar uma notícia triste”, disse Helder.

• Todos os casos: linha do tempo mostra perfil dos infectados por coronavírus no Pará em março

ISOLAMENTO

O governador reforçou o pedido de isolamento horizontal, ou seja, para todas as pessoas que puderem ficar em casa. Ele disse também que apesar do Pará ser o estado com menor incidência de Covid-19 no Brasil, o número de casos confirmados segue aumentando. “Isolar apenas idosos não é o suficiente. Todas as pessoas devem manter o isolamento”, reforçou Alberto Beltrame, secretário de Saúde do estado do Pará, que também estava na coletiva.

Helder também exemplificou que não adianta manter apenas os idosos, que fazem parte do grupo de risco, em isolamento. Pois, se eles tem contato com uma pessoa jovem, um sobrinho, um filho, que continua saindo, poderão ser contaminados. Além disso, o governador reforçou que pessoas jovens não estão imunes ao Covid-19 por não pertencerem ao grupo de risco e citou o exemplo de São Paulo, que tem em sua maioria contaminados com idades entre 30 e 39 anos.

FROTA DE ÔNIBUS

O governador criticou municípios que estão diminuindo a frota de ônibus devido ao isolamento e diz que as pessoas que precisam sair de casa estão sendo prejudicadas. Além de citar as aglomerações que são formadas dentro dos coletivos, o que facilita a contaminação pelo novo coronavírus.

Helder informou também que o hospital de campanha de Belém já está em construção e que os outros três aguardam a chegada do material para serem construídos. Além disso, o governador afirmou que o estado possui um estoque de 800 tratamentos compostos de hidroxicloroquina e azitromicina, para possíveis casos de coronavírus em estado grave. Até o momento nenhum foi utilizado e todos os pacientes confirmados estão se recuperando em isolamento domiciliar. 

Ministro Marco Aurélio manda analisar pedido de afastamento contra Bolsonaro

31 de março de 2020 at 01:08

Com informações do UOL

 Isac Nóbrega/PR

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar pedido de afastamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A informação foi confirmada pelo UOL no final da noite desta segunda (31)

Segundo o site, Marco Aurélio encaminhou a notícia crime protocolada pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), devido ao “histórico das reiteradas e irresponsáveis declarações” feitas por Bolsonaro, ignorando a gravidade da pandemia do coronavírus.

O pedido é de que o STF acate a notícia crime e intime a PGR a apresentar denúncia contra o presidente devido conduta considerada “irresponsável e tenebrosa e criminosa” pelo crime previsto no artigo 268 do Código Penal Brasileiro.

O artigo 268 do Código Penal trata de “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa” e prevê detenção de um mês a um ano, além de multa.

‘De saco cheio’: Bolsonaro estuda demitir Mandetta e já escolheu até o substituto

30 de março de 2020 at 12:34

Com informações do UOL

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, está na mira de Bolsonaro.

 Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, está na mira de Bolsonaro. | Reprodução

De saco cheio de Mandetta”. É o que o presidente Jair Bolsonaro tem dito aos seus auxiliares mais próximos sobre o ministro da Saúde. As informações são do UOL. 

Segundo o UOL, Luiz Henrique Mandetta só ainda não foi demitido até agora para evitar agudizar a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. 

O presidente também teme que a demissão de Mandetta se transborde num rompimento definitivo com parte do empresariado que o apoiou nas eleições de 2018 e a parcela da opinião pública que representa. 

No entanto, Bolsonaro já até teria escolhido um sucessor para o lugar de Mandetta. Trata-se do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, que é médico da Marinha.

Mandetta tem dito que não abandonará “critérios técnicos” no estabelecimento, pelo Ministério da Saúde, de regras para o combate e a prevenção do coronavírus.

Segundo o jornal o Estado de S.Paulo, o ministro já deixou claro ao presidente que não pedirá demissão.

A irritação de Bolsonaro se estende também ao partido de Mandetta, o DEM, que tem outros dois ministros no governo, Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Cidadania), difíceis de serem demitidos.

Onyx, porque é amigo pessoal do presidente e um dos primeiros políticos a apoiar a candidatura de Bolsonaro ao Planalto e Tereza Cristina, porque tem amplo apoio dos ruralistas, base eleitoral do presidente, e faz um trabalho que o próprio Bolsonaro classifica como “de primeira qualidade”. 

Estados Unidos podem ter 200 mil mortos por coronavírus

30 de março de 2020 at 08:31

Agência Brasil

 Reprodução

As mortes por coronavírus nos Estados Unidos podem chegar a duzentas mil com milhões de casos, alertou o principal especialista em doenças infecciosas do governo neste domingo (29) , quando Nova York, Nova Orleans e outras grandes cidades pediram mais suprimentos médicos.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, estimou que a pandemia poderia causar entre 100 mil e 200 mil mortes nos Estados Unidos.

Desde 2010, a gripe mata entre 12 mil e 61 mil norte-americanos por ano, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

A epidemia de gripe de 1918/19 matou 675 mil nos Estados Unidos, segundo o CDC.

Agora, o número de mortes por coronavírus nos EUA chegou a 2.300 neste domingo, depois que as mortes no sábado mais que dobraram em relação ao nível de dois dias antes. 

Os Estados Unidos já registraram mais de 130 mil casos de covid-19, tornando-se o país com mais casos da doença no mundo.